
Existem aproximadamente 15 exames de sangue que todo médico pede com frequência para saber como está a saúde do paciente.
Esses testes fornecem informações valiosas e indicam inclusive se alguma doença está se desenvolvendo antes de apresentar sintomas.
Portanto, mesmo que você esteja se sentindo bem, mas faz tempo que não realiza um check-up, chegou a hora de pensar no assunto.
Veja a seguir quais são os principais exames que você precisar realizar simplesmente como rotina.
Caso necessário, seu médico aprofundará a pesquisa com o objetivo de não apenas chegar ao diagnóstico mais preciso possível, mas também indicar um tratamento eficaz.
Exames de análises clínicas são muito importantes tanto para investigar a condição de saúde do paciente, como para fazer acompanhamento de tratamentos. No entanto, poucas pessoas veem esses exames como forma de prevenção. Após uma simples coleta de sangue é possível saber se os órgãos estão funcionando como esperado, quais são os níveis de glicose e de colesterol e se o organismo possui nutrientes na quantidade ideal para continuar saudável. Saiba quais são os 15 principais exames de sangue e o que eles avaliam.
É o exame de sangue mais conhecido e pode até ser visto como um curinga porque o médico sempre o pede. Avalia como estão as principais células do sangue, ou seja, glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. A função de cada um desses elementos é simples: os glóbulos vermelhos transportam oxigênio pelo organismo, os brancos ajudam na defesa contra infecções e as plaquetas colaboram na coagulação.
Trata-se de um tripé importante no controle da saúde, pois quando qualquer uma dessas substâncias está alterada é indício de, por exemplo, anemia, infecção ou inflamação. Há, certamente, outras condições clínicas que exigem a realização de mais exames para chegar ao diagnóstico mais preciso; o hemograma completo revela por onde começar essa investigação. É eficaz tanto em check-ups, quanto na pesquisa da causa de sintomas e no acompanhamento de tratamentos.
Como seu próprio nome já indica, é o exame que mede a quantidade de glicose no sangue após determinado período sem comer. Esse jejum geralmente é de 8 horas. O exame detecta alterações no metabolismo da glicose e isso é sinal de diabetes ou pré-diabetes. Ele sozinho não é suficiente para fechar um diagnóstico porque o excesso de açúcar no sangue no curto prazo pode ter várias causas e o exame abaixo é seu principal complemento.
Enquanto o exame anterior revela a quantidade de açúcar no sangue em jejum, esse teste mostra a proporção de hemoglobina ligada à glicose nos últimos 3 meses. Ficou complicado? Vamos lá.
Hemoglobina é uma proteína rica em ferro localizada nos glóbulos vermelhos; quando a glicose circula pelo sangue, ela se conecta às hemoglobinas e esse processo natural se chama glicação. Daí vem o nome hemoglobina glicada, pois ela possui glicose.
Portanto, esse exame mostra a quantidade de açúcar no sangue no período médio de 3 meses. Ele é extremamente importante não apenas no diagnóstico de diabetes, mas também no acompanhamento da doença, porque mede a quantidade de açúcar no sangue ao longo do tempo.
Esse exame e o próximo mostram se há risco de você desenvolver doenças cardíacas. Refere-se a um conjunto de testes que avaliam como está o colesterol e suas conhecidas frações ou partes: LDL, HDL e VLDL.
O primeiro é mais conhecido como “colesterol ruim” e em excesso acumula gordura nas artérias, por isso elas entopem como cano cheio de sujeira. Por outro lado, o segundo da lista é o “colesterol bom”, cuja função é retirar a gordura acumulada e assim limpar as artérias.
Já o VLDL tem a função de transportar triglicerídeos pelo organismo. Porém, em quantidades elevadas, também entopem as artérias, assim como um caminhão fica entalado em um viaduto que não tem altura suficiente para ele passar em baixo.
É outro tipo de gordura presente no sangue e seu papel consiste em servir de reserva de energia para o corpo. Triglicerídeos estão em maior quantidade nos açúcares, carboidratos e até em algumas gorduras. Ele é positivo quando se mantém na quantidade ideal, entretanto, valores elevados aumentam o risco de você desenvolver problemas no coração, fígado e no pâncreas. O colesterol também é gordura, mas com a função de participar na formação de membranas celulares e de hormônios.
Substância pouco conhecida, com produção realizada pelos músculos e depois eliminada pelos rins. Sendo assim, uma das maneiras de verificar como está o funcionamento dos rins, é descobrindo o nível de creatinina no sangue. Quando muito elevado, pode ser sinal de que esse órgão está perdendo capacidade de filtrar o sangue. É importante saber que a quantidade de músculos, a idade e outros fatores interferem no nível de creatinina, portanto, o diagnóstico deve levar ainda mais em conta o perfil clínico do paciente.
Exame complementar para verificar a saúde dos rins, pois a ureia também é eliminada por esse órgão, apesar de sua produção estar associada ao fígado. Níveis altos dessa substância podem ser indício de desidratação, consumo excessivo de proteínas ou efeito colateral de medicamentos. Por outro lado, baixa concentração de ureia indica, por exemplo, problemas hepáticos, desnutrição, falta de proteínas ou hiper-hidratação. A gestação também pode elevar o nível de ureia, porém tal alteração já é esperada e não significa sinal de doença.
Essa dupla dinâmica é formada por duas enzimas encontradas em várias partes do corpo, por exemplo, coração, cérebro e músculos esqueléticos, mas está principalmente no fígado. Ambas atuam não apenas no metabolismo de aminoácidos, mas também na produção de energia. O excesso de enzimas desse tipo podem representar doenças no fígado, entre elas, hepatites, gordura hepática e lesões provocadas por excesso de medicamentos. Atenção: alterações nos níveis de TGO e TGP, isoladamente, não determinam o que está acontecendo com o corpo.
O tema aqui é hormônio. TSH é produzido pela hipófise, uma glândula localizada no cérebro e tem o objetivo de regular a atividade da tireoide. Ela controla o metabolismo, a temperatura corporal, os batimentos cardíacos e até o nível de energia durante o dia. O exame de TSH investiga tanto hipotireoidismo como hipertireoidismo, ambas condições associadas ao funcionamento da tireoide. Também depende do resultado de outros exames, como você verá abaixo.
O primeiro exame mede a quantidade total de tiroxina (hormônio) no sangue, incluindo tanto a fração presa às proteínas quanto a parte livre. Mais de 99% de T4 circula ligado a proteínas transportadoras e por isso gravidez e uso de anticoncepcionais podem alterar o nível desse hormônio. O T4 Livre mede somente a fração que não está ligada à proteína, circula livre e é a única que consegue entrar na célula e influenciar o organismo. Assim como o TSH, ambos são analisados para verificar alterações na tireoide.
É a sigla da proteína C-reativa e elevados índices dessa substância produzida pelo fígado representam uma resposta do organismo a processos inflamatórios. Essa alteração ajuda a descobrir infecções ou outras condições que levam à inflamação, no entanto, o exame não identifica sozinho a origem do problema nem confirma infeções específicas. Também é muito utilizado para acompanhar o tratamento de algumas doenças.
O ferro é um mineral bastante conhecido e seu papel no organismo inclui facilitar o transporte de oxigênio por todo o corpo e a produzir glóbulos vermelhos. Quando você coleta sangue, o exame mostra a quantidade de ferro na corrente sanguínea naquele momento. Por outro lado, ferritina é a proteína que armazena ferro no organismo, ou seja, cuida do estoque, atuando como um cofre. O paciente pode estar com nível de ferro em equilíbrio, mas com baixa ferritina, fato que significa que sua reserva está acabando. Baixa quantidade de ferro é sinal de anemia, entretanto, níveis elevados estão relacionados a infecções.
É uma vitamina bastante conhecida e está entre as mais fáceis de adquirir porque sua única fonte natural são os raios solares. Basta ficar em torno de 20 minutos por dia exposto ao sol que isso já suficiente para manter a dosagem de vitamina D em equilíbrio. Ela tem papel de destaque na absorção do cálcio e por isso ajuda a fortalecer ossos, dentes e, inclusive, a musculatura e o sistema imunológico. Quando o nível de vitamina D está muito baixo, um médico pode prescrever suplementação.
Com participação fundamental não apenas na formação de células sanguíneas, mas também no funcionamento do sistema nervoso, a vitamina B12 às vezes deixa de ser valorizada. Saiba que sua carência pode causar anemia, cansaço, formigamento e até problemas neurológicos. Alimentação vegetariana, mudanças na absorção intestinal e uso prolongado de certos medicamentos podem levar à redução no nível dessa vitamina. Se você se enquadra em um desses perfis, consulte um médico.
Esse é um exame exclusivamente masculino e utilizado para medir a quantidade de uma proteína chamada Antígeno Prostático Específico (PSA) circulando no organismo. Ela é produzida pelas células da próstata. Quando o nível de PSA está elevado, isso pode significar início de um câncer, mas não necessariamente. A quantidade mais alta de PSA também indica a presença de doenças benignas como, por exemplo, Hiperplasia Prostática Benigna (o crescimento dessa glândula) ou inflamação da próstata. O PSA é muito importante não apenas para detectar doenças precoces na próstata, mas também para acompanhar ao longo dos anos os pacientes que fizeram tratamento.
Está com seu check-up em dia? A partir de agora você já sabe para que serve cada um dos exames que estão naquela longa lista impressa no pedido médico e pode entender melhor o que significam os resultados. O que você aprendeu aqui é apenas um resumo, é óbvio, mesmo assim, muito útil para lhe ajudar a descobrir como anda sua saúde. Lembre-se: a avaliação médica é indispensável para o diagnóstico e a interpretação aprofundada dos resultados.
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