Mulher no puerpério está esgotada e sendo ajudada pelo marido.
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Puerpério, baby blues e depressão pós-parto exigem atenção

Mulher no puerpério está esgotada e sendo ajudada pelo marido.

O nome do período que se refere ao pós-parto, puerpério, é sim esquisito.

Porém, você deve prestar mais atenção na fase do que na pronúncia da palavra.

Essa etapa é mais desafiadora e pensar em maternidade romantizada não ajuda.

Veja o que pode acontecer após você dar à luz e não se cobre demais sobre o que sente e pode fazer.

 

Período complexo requer adaptação em vários aspectos

Puerpério é uma fase que às vezes proporciona mais desafios do que alegrias e tanto a mulher quanto a família precisam manter a atenção. Trata-se do período que inicia após o parto e pode se estender por mais de um mês, pois seu prazo de duração depende de como a mãe se adapta física e emocionalmente às mudanças. Veja mais informações não apenas sobre o puerpério, mas também a respeito de como prevenir ou superar a tristeza ou a depressão pós-parto.

Sensação de cansaço sem fim, insegurança em vários aspectos e mudanças hormonais estão entre as queixas mais comuns da mulher que acabou de dar à luz. Realmente não é fácil lidar com tudo isso. Se meses antes ela teve de se acostumar com o corpo e a produção hormonal crescendo, a dificuldade passa a ser voltar às condições existentes antes de engravidar, entretanto, produzindo leite para amamentar. Há vários motivos para a mulher não se sentir feliz o tempo todo.

Atenção, isso não tem nada a ver com uma provável falta de amor pelo filho ou rejeição a ele. A instabilidade emocional surge porque, além de administrar as próprias necessidades, ela precisa atender as do recém-nascido em todos os sentidos. Dar de mamar várias vezes de madrugada, mesmo caindo de sono; pôr para arrotar; trocar a fralda; esperar o bebê dormir; acordar três horas depois para fazer tudo novamente. Mudanças repentinas de humor são com certeza pra lá de compreensíveis.

Preocupação com a saúde do filho é o maior motivo de tensão. Olhar o berço de vez em quando (de noite e de dia) para ver se ele está respirando; verificar se se descobriu nos dias mais frios; saber por que continua chorando, mesmo estando com a barriga cheia e a fralda limpa etc. Os primeiros meses depois do parto são especiais, mas também muito romantizados. É exatamente dessa série de desafios que surgem os sintomas que vamos tratar a partir de agora.

 

Baby blues é uma condição pós-parto e serve de alerta

Vamos lá. Esse termo pode ser pouco conhecido no Brasil, mas a origem e a explicação dele vem da língua inglesa. Em primeiro lugar, porque o azul é associado a sentimentos de tristeza e melancolia, pois também é uma cor considerada fria quando o tema é psicologia das cores. O azul ainda remete à calmaria e à solidão, o contrário do vermelho, que estimula ação e paixão. Sendo assim, o termo baby blue se refere à tristeza leve após o parto. Nada grave.

Alguns sintomas do baby blues são muito comuns e ninguém precisa se preocupar, apenas manter a atenção quanto ao prazo de duração deles. Caso depois do parto você sinta algum dos itens abaixo (ou está sentindo agora porque já deu à luz), isso normal.

  • Ansiedade;
  • Choro fácil;
  • Irritabilidade;
  • Mudanças de humor;
  • Maior sensibilidade emocional;
  • Sensação de estar sobrecarregada;
  • Dificuldade para dormir, inclusive quando o bebê dorme;
  • Insegurança em relação à capacidade de cuidar do recém-nascido.

 

Nunca é demais reforçar que você ou qualquer familiar deve interpretar tais reações como sendo falta de amor ao bebê. São, sim, uma forma de reagir às várias adaptações ao novo estilo de vida. Esses sentimentos costumam amenizar quando há descanso, acolhimento, apoio familiar e, claro, com o passar do tempo.

Porém, se você continuar com sintomas de baby blues por mais de um mês, sem que eles tenham reduzido a intensidade ou frequência, pode ser a hora de procurar ajuda. Preste atenção se esse aspecto emocional está piorando e até atrapalhando a realização de tarefas no dia a dia. Isso é importante porque existe a possibilidade de o quadro clínico evoluir para depressão pós-parto. Continue lendo e veja não apenas a diferença entre um estado emocional e outro, mas também como reagir e voltar a sentir alegria e disposição.

 

Depressão pós-parto é uma tristeza mais intensa e persistente

Algumas condições de saúde se desenvolvem durante a gestação e somem após a mulher dar à luz e, claro, se cuidar. Diabetes, pressão alta, anemia e infecção urinária são não apenas as mais comuns, mas também as de característica física. Outra doença que pode surgir é a depressão pós-parto. Ela está associada ao estado emocional, embora exames de sangue também confirmem sua presença, e ocorre geralmente em qualquer período entre as primeiras semanas e um ano do nascimento do bebê.

É até possível afirmar que essa depressão pode ser considerada um agravamento do baby blues, pois vai afetando a qualidade de vida de forma crescente com o passar do tempo. O que antes era uma tristeza leve passa a se manifestar mais profundamente e levar à perda do interesse em atividades que dão prazer. Uma queixa comum costuma ser o sentimento de culpa vindo da sensação de não saber cuidar do filho. É importante destacar que depressão pós-parto não é sinal de fraqueza nem falta de amor. Outros sintomas frequentes são:

  • Tristeza persistente;
  • Sentimento de culpa;
  • Falta de apetite acentuada;
  • Estafa, esgotamento físico e mental;
  • Forte sensação de incapacidade de cuidar do bebê;
  • Afastamento de familiares e amigos mais próximos.

 

Um alerta de psicólogos em geral diz que a depressão surge inclusive como consequência do seguinte mito: a mãe deve se sentir feliz o tempo inteiro. Isso não é verdade e de acordo com especialistas, ficar se cobrando para permanecer assim acaba agravando a situação. A maternidade é tão especial quanto romantizada. Para prevenir dificuldades emocionais vindas inclusive de uma descrição cor-de-rosa, é preciso abordar a maternidade como ela é, ou seja, com seus encantos e desafios.

 

Rede de apoio

Em muitos casos é comum a mãe da gestante ficar alguns dias na casa da filha após o nascimento do neto. Essa iniciativa é ótima porque ela ajuda tanto a cuidar do bebê quanto nas tarefas domésticas. A experiência da avó é essencial para literalmente pôr a casa em ordem, transmitir tranquilidade e segurança emocional e agir rápido quando ocorre algo inesperado.

E você que está aguardando a chegada do bebê, quais são suas expectativas em relação às primeiras semanas? Se for o primeiro filho, acha que será tudo maravilhoso e encantador como um emocionante filme ou já está ansiosa e muito preocupada com o que está por vir? Uma dica: não pense nesses dois extremos, pois a situação mais comum é a do equilíbrio que há entre ambos.

Vá até nossas redes sociais e conte o que está sentindo nesse momento tão especial. Se já deu à luz, compartilhe suas experiências porque elas são muito valiosas a quem passará por situações bem parecidas com as suas.

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