
A gestação é um dos períodos mais importantes da vida da mulher, e a qualidade da alimentação materna exerce papel fundamental nessa fase.
Tanto a mãe quanto o bebê precisam de nutrientes que a gravidez transcorra de forma saudável e como desejada.
Se você pensa que é preciso fazer sacrifícios ou comer por dois durante essa fase, este texto é para você.
Boa vontade, disciplina e orientação especializada formam um tripé importante para uma gestação mais tranquila.
Continue lendo e descubra que obter os nutrientes mais importantes pode ser mais fácil do que muitas mulheres imaginam.
A nutrição materna é um aspecto muito importante da gestação, pois ajuda a garantir não apenas a saúde da mãe, mas também a do bebê. O que ela ingere continua fazendo diferença no período de amamentação. Durante os primeiros seis meses o filho precisa somente do leite materno para se alimentar e isso já mostra o quanto é importante a mulher ficar atenta ao que come e bebe.
Você pode tomar como ponto de partida manter a variedade e o equilíbrio dos alimentos com o objetivo de satisfazer as necessidades de proteínas, vitaminas, minerais, fibras e até gordura de qualidade. É o primeiro passo para manter o bom funcionamento do organismo. Isso ajuda a controlar o ganho de peso na gestação, contribui para a formação do bebê e favorece a recuperação do peso após o parto.
É importante ressaltar que as necessidades nutricionais de cada pessoa variam de acordo com o perfil dela. Fatores como peso, idade, rotina e presença de doenças entram na elaboração de uma dieta que garanta uma rica nutrição materna. Aí está mais um motivo para você manter seu acompanhamento com um obstetra (seguindo as orientações do pré-natal) e procurar um nutricionista para elaborar seu planejamento alimentar personalizado.
Um dos maiores mitos em relação à gestação é diz que a mãe deve comer por dois. Isso não é verdade por dois motivos: o feto não precisa se alimentar como adulto e as necessidades nutricionais aumentam gradualmente à medida que ele se desenvolve. A confusão ocorre porque a mulher deve, sim, se responsabilizar por dois, porém, o que houve, provavelmente, foi um erro de interpretação em relação a essa mensagem.
Saiba o que é importante você ter à mesa ou ingerir (ou não) para garantir sua saúde e a do bebê durante e após a gestação.
O básico de qualquer hábito de alimentação saudável é diversificar as opções. Coma frutas, verduras, legumes, cereais, ovos, peixes e carnes magras. Não há nenhum segredo para conseguir comer bem. Quanto maior for a variedade de produtos naturais que você ingere, maior será o leque de necessidades nutricionais que garante ao seu organismo e à formação do corpo do bebê. Além disso, veja a seguir uma lista de nutrientes essenciais às gestantes e ao bebê.
É interessante manter o consumo de ácido fólico, inclusive para os homens, porque ele ajuda na produção de glóbulos vermelhos e mantém o bom funcionamento do cérebro. Para quem deseja engravidar é recomendável começar uma suplementação antes mesmo da concepção.
Essa substância colabora bastante na formação do tubo neural e da estrutura do cérebro, por isso o ideal é começar a tomá-la antes de engravidar e certamente nos primeiros meses da gestação. O médico indicará a dose necessária, pois só o ácido fólico contido nos alimentos não é suficiente nesse período.
Ele ainda previne problemas gestacionais como, por exemplo, pressão alta, parto prematuro e aborto espontâneo. Os alimentos mais ricos em ácido fólico, para comer em qualquer época da vida, são: folhas verdes escuras, feijão, lentilha e abacate. Faça isso e mantenha a mente afiada.
A deficiência desse mineral pode causar fraqueza, cansaço e até anemia, pois o ferro tem participação importante na fabricação de hemoglobina. Essa proteína está nos glóbulos vermelhos e leva oxigênio para todo o corpo, colaborando para seu bom funcionamento.
Como durante a gestação a mulher tem significativo aumento de volume de sangue (até 50%) para sustentar a gravidez, a carência de ferro pode comprometer o desenvolvimento do feto. Ele e a placenta absorvem bastante esse mineral e a mãe precisa estar atenta à quantidade de ferro no organismo.
Os alimentos com maior presença de ferro são: fígado (boi e frango), carne vermelha, frango e peixes, por exemplo, sardinha e atum. O Ferro Heme, ou seja, de origem animal, é mais facilmente absorvido pelo corpo. Já o Ferro Não Heme tem origem vegetal e está em leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico), vegetais verde-escuros (couve, espinafre), sementes e oleaginosas (semente de abóbora e castanha de caju.
Saiba que alimentos ricos em vitamina C, como limão, laranja e acerola, ajudam o organismo a absorver ferro.
Cálcio tem a função não apenas de ajudar na formação, mas também de nutrir os ossos do bebê. Esse mineral continua sendo importante mais tarde, quando chega a época de surgirem os primeiros dentes, e quantidades ideais de cálcio garantem sólidas estruturas ósseas. Ele está principalmente no leite e em seus derivados.
A vitamina D aparece como uma importante parceira do cálcio porque auxilia na sua absorção. Além disso, ela ajuda a controlar a pressão arterial (prevenindo pré-eclâmpsia) e reduz o risco de diabetes gestacional. A maior fonte de vitamina D é o sol, entretanto, quando necessário, o médico recomenda suplementação.
Prisão de ventre e intestino preso são queixas comuns durante a gestação e uma dica simples para prevenir esses sintomas é comer mais fibras. Elas ajudam o intestino a trabalhar melhor e reduzem o risco inclusive de, de repente, surgirem hemorroidas.
Frutas, verduras e cereais são fontes ricas em fibras. Melhoram o funcionamento intestinal, porém, é importante ao mesmo tempo aumentar o consumo de água para que o efeito da fibra não seja oposto ao esperado. A água também vai manter você bem hidratada.
Agende sua consulta com uma nutricionista e tome como referência o equilíbrio alimentar, pois o velho e bom conselho da vovó continua válido: coma um pouco de tudo. Porém, no tempo da vovó ainda não havia tantos produtos industrializados à disposição das pessoas. Atualmente, esse tudo é um pouco relativo. Por isso, mantenha distância de:
• Evite produtos prontos e congelados, como lasanha, pizza, nuggets e opções semelhantes de comidas de preparo rápido.
• Embutidos e carnes processadas: salame, salsicha e linguiça possuem elevada quantidade de substâncias químicas, aumentando o risco de infecção.
• Embutidos crus, geralmente linguiça fresca (toscana, de frango ou de pernil), podem conter o parasita toxoplasmose, com risco de ser transmitido ao feto.
• Bolachas recheadas, salgadinhos de pacote, doces ultraprocessados e outras “besteirinhas” também ser evitadas porque não possuem nutrientes.
• Alcoólica – O termo “beber socialmente” camufla os males desse tipo de bebida e é bem fácil chegar a tal conclusão. Se não há nenhum problema em ter esse hábito, por que as crianças não são incentivadas a mantê-lo?
De com a Lei 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), tornou-se crime vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, bebida alcoólica a criança ou adolescente. Vários países possuem legislação semelhante.
Consumir bebida alcóolica certamente não faz bem à gestante e é ainda mais prejudicial a um feto em formação. Você sabia que o álcool atravessa a placenta e o bebê permanece com essa substância no organismo por muito mais tempo e na mesma proporção da mãe? Descubra o que uma taça de vinho ou um copo de cerveja podem causar.
• Refrigerante – Você deve reduzir ao máximo o consumo dessa bebida porque o excesso de açúcar, adoçantes artificiais e substâncias químicas favorece o ganho de peso e eleva o risco de diabetes gestacional.
• Café – Converse com a nutricionista porque, assim como o álcool, essa substância também atravessa a placenta e pode afetar o desenvolvimento do bebê.
Se você discorda dessa afirmação, diga que não conhece nenhuma gestante que seja fumante. O cigarro possui mais de 2 mil substâncias tóxicas que entram na corrente sanguínea e atravessam a placenta. Isso pode afetar o crescimento do bebê, gerar baixo peso ao nascer, aumentar o risco de parto prematuro, má-formação, problemas respiratórios (asma) e aborto espontâneo.
Enfim, nutrição materna é tema fundamental tanto para a saúde da mãe quanto do bebê. Os mesmos cuidados devem continuar até o fim da amamentação e você certamente não se arrependerá de mudar certos costumes por pouco mais de um ano. Se gostar dos resultados, tomara que decida mantê-los pelo resto da vida. Vá até nossas redes sociais e diga quais hábitos alimentares conseguiu mudar e que diferença sentiu com essa decisão.