Compartilhe

Vitamina D reforça sistema imunológico e previne doenças

Sua saúde vai ficar mais protegida se você mantiver os níveis mínimos de vitamina D no organismo.

Ela aumenta a imunidade, fortalece os ossos e previne doenças respiratórias, inclusive a Covid-19.

Você pode providenciar 80% da quantidade diária que seu corpo necessita e nem precisa pagar por isso ou fazer qualquer esforço.

Veja qual é o caminho das pedras para ficar mais saudável e garanta seu lugar ao sol.

Substância vem da natureza e é acessível para todo mundo

A vitamina D é essencial para fortalecer o sistema imunológico, os ossos e prevenir doenças respiratórias. Ela é obtida de forma muito simples. Basta tomar sol durante 15 minutos por dia para garantir a quantidade ideal dessa substância no organismo. A comida também oferece tal recurso, mas em menor quantidade.

Óleo de fígado de bacalhau, salmão e sardinha são os principais alimentos com vitamina D. Mesmo assim, seria preciso ingerir enormes quantidades dessas opções para absorver níveis de vitamina capazes de garantir a conservação da saúde. Ela é, sim, primordial ao bom funcionamento do organismo no dia a dia.

Ao fortalecer os ossos, sua presença resulta na prevenção do raquitismo em crianças e de osteoporose nos idosos. Sua ação ainda é bem eficaz na redução da produção de substâncias inflamatórias no corpo, por isso ajuda inclusive a prevenir doenças como gripe, asma, obesidade e problemas cardiovasculares.

O sol é a maior fonte natural de vitamina D que existe, porém, ela não vem pronta por intermédio dos raios. Nosso organismo é o responsável por transformar o colesterol em vitamina D e isso acontece de forma involuntária, assim como as batidas do coração ou o funcionamento do sistema digestivo, por exemplo.

A Sociedade Americana de Endocrinologia e também a Sociedade Europeia similar, dão referências bem claras em relação às quantidades dessa substância, verificadas com base no nível de calcidiol ou 25-hidróxi-vitamina D presente no sangue. Confira as medidas abaixo:

Ideal – Acima de 40 ng/ml
Suficiente – Acima de 30 ng/ml
Deficiência – Abaixo de 20 ng/ml
Deficiência severa – Abaixo de 10 ng/ml.

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, por sua vez, tem outro entendimento sobre a questão e indica quantidades acima de 20 ng/ml de calcidiol como suficientes. Veja, a partir de agora, quem tem dificuldade de absorver vitamina D.

Vitamina D pode realmente elevar a proteção contra Covid

Estatísticas revelam que mais da metade da população mundial tem deficiência de vitamina D. Quem mora em países com baixa incidência solar, encontra maior dificuldade para obter a substância naturalmente e essa carência acaba sendo suprida por meio de suplementos receitados pelos médicos.

Outro fato ligado a seus baixos níveis no organismo, é a alta concentração de melanina em quem tem a pele mais escura ou negra. Tais pessoas precisam de maior exposição ao sol, pois esse tipo de proteína limita a absorção dos raios ultravioleta, os responsáveis por transformar colesterol em vitamina D.

Já nos países tropicais, o problema ocorre por causa das muitas horas passadas dentro de casa, no escritório ou demais ambientes fechados. Segundo o biomédico Lucas Zanandrez, apresentador do canal “Alô, ciência”, do YouTube, a vitamina D proveniente da luz solar permanece no corpo por duas semanas, enquanto a vinda dos alimentos dura só um dia.

O crescente número de informações sobre o consumo de vitamina D para prevenir a Covid-19, levou Zanandrez a convidar Gabriel Campolina, doutor em biologia celular, para falar sobre o tema em seu canal. O especialista nessa substância falou a respeito da influência dela em relação a várias doenças, incluindo o câncer e a própria Covid-19.

Segundo Campolina, há evidências de que a vitamina D previne infecções respiratórias e sua deficiência aumenta a chance de contrair tal doença. Ele ainda fala sobre uma estatística mostrando que, em caso de agravamento do quadro clínico, a chance de o paciente morrer aumenta, por causa da carência dessa substância. Você pode ver a participação de Gabriel Campolina nessa live sobre o tema.

Saiba quais doenças podem ser evitadas ou mais bem tratadas com vitamina D.

Portadores de diabetes se beneficiam com a vitamina D

Na verdade, a vitamina D é um hormônio natural com importante papel no funcionamento do organismo e bem atuante no fortalecimento do sistema imunológico. Ela ainda traz benefícios inclusive a quem trata certas doenças, como por exemplo, o diabetes.

Pesquisas científicas já relacionaram os níveis de vitamina D às taxas de glicemia no sangue e ficou evidente que a carência dessa substância dificulta o controle dos valores glicêmicos. Sendo assim, torna-se interessante ao portador de diabetes com maior dificuldade de se manter nos índices saudáveis de açúcar, verificar como está seu nível de vitamina D.

É interessante notar que pessoas saudáveis com níveis insuficientes desse hormônio, também registram glicemia alterada. Tal fato chama a atenção ao risco de pré-diabetes e há mais uma informação importante sobre o assunto. A vitamina D ajuda as pessoas a perderem peso, reduzindo, assim, o risco de obesidade, uma das causas do diabetes.

Os exercícios físicos ao ar livre, entre eles a caminhada, tornam-se ainda mais relevantes porque a luz do sol traz benefícios além do esperado à saúde. Lembre-se de que não há risco de insolação, nem câncer de pele a quem fica 20 minutos por dia debaixo do sol. Caso essa iniciativa não seja suficiente para os seus níveis de vitamina D chegarem a níveis ideais, consulte um médico. Apenas ele poderá receitar a quantidade certa de suplemento, tendo em vista atingir os objetivos traçados.

Descubra a relação da vitamina D com o câncer.

Vitamina D também auxilia no tratamento contra o câncer

Diferente do ocorrido com o diabetes, em que a vitamina D tem potencial para agir preventivamente, no caso do câncer, ela atua como paliativo no tratamento da doença. Nenhum estudo comprovou sua capacidade de evitar o surgimento de tumores.

Mesmo assim, esse hormônio tem força para reduzir a velocidade de reprodução das células doentes e assim dar sobrevida ao paciente. Isso acontece porque a vitamina D age direto no processo inflamatório das células e também mata algumas cancerígenas.

A quantidade de vitamina D, nesses casos, é bem mais alta do que a obtida tomando sol e só pode ser alcançada por meio de suplementação indicada pelo médico responsável pelo tratamento oncológico. Em nenhuma hipótese deve ser feita automedicação.

De forma geral, os especialistas recomendam que todas as pessoas mantenham entre 40 ng/ml e 60 ng/ml o nível de vitamina D no organismo. Essa margem garante a manutenção da saúde, previne o surgimento de várias doenças e, por isso, a iniciativa resulta em mais qualidade de vida no longo prazo.

Fique de olho em como está seu nível de vitamina D e aproveite bem os dias de sol.

Fale com o CEDLAB