Imagem de um hormônio.
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Desequilíbrio hormonal tem várias origens e exige investigação

Imagem de um hormônio.

Alguns sintomas que você sente, como irritação ou desânimo, podem estar associados ao desequilíbrio hormonal.

Esse problema de saúde provoca vários sintomas e só por meio de exames de hormônios é possível chegar à causa correta.

Há vários tipos de tratamento para essa disfunção e o endocrinologista indicará o mais indicado para cada caso.

Veja, a partir de agora, o que é desequilíbrio hormonal, suas principais causas e tratamentos.

 

Alterações hormonais provocam vários sintomas e causam doenças

Desequilíbrio hormonal é um problema de saúde que está se tornando cada vez mais frequente. Falta ou excesso de hormônios interfere na condição física, mental ou emocional da pessoa, e ela precisa mantê-los em equilíbrio. Essa substância regula o metabolismo, o sono e o apetite, entre outras atividades do organismo. Descubra por que você deve checar se tem algum desequilíbrio hormonal.

Em primeiro lugar, os hormônios são mensageiros químicos que regulam quase todas as funções do corpo. São as glândulas do sistema endócrino que os produzem. As principais são as seguintes:

  • Suprarrenais
  • Pâncreas
  • Tireoide
  • Hipófise
  • Ovários
  • Testículos.

Quando há desequilíbrio hormonal, aumenta o risco de surgirem várias doenças. Quer exemplos? Saiba que a insulina é produzida pelo pâncreas e controla o nível de glicose no sangue. Quando a produção de insulina é baixa, fato que resulta no aumento da quantidade de glicose no sangue, a pessoa pode desenvolver diabetes. A reduzida quantidade de hormônios sexuais, progesterona e estrógeno, comprometem a libido e a reprodução.

Há várias causas para o desequilíbrio hormonal, pois ele pode ocorrer quando a comunicação entre o cérebro e as glândulas endócrinas perde eficiência. Problemas nesse aspecto surgem tanto por fatores genéticos quanto ambientais ou comportamentais. Estresse crônico, alimentação inadequada e sedentarismo são alguns deles.

No caso do estresse, quando esse estado de alerta se torna frequente, o organismo produz cortisol em excesso. Tal abundância interfere na produção de outros hormônios, com potencial de desequilibrar funções do organismo. Em relação à alimentação, ela deve ser rica em nutrientes, além de minerais como zinco, magnésio, selênio, ferro e vitaminas, incluindo as do complexo B.

Veja a seguir, veja como esse problema de saúde afeta ambos os sexos.

 

Diferenças do desequilíbrio hormonal em mulheres e homens

O caso mais frequente desse problema em relação aos homens surge quando ocorre queda na produção de testosterona. Enquanto as mulheres entram na menopausa, que é a redução abrupta da produção de hormônio feminino, os homens passam por processo semelhante ao envelhecerem, cujo nome é andropausa. A diferença em relação às mulheres, é que o nível de testosterona vai reduzindo aos poucos ao longo dos anos, de forma quase imperceptível.

Entretanto, essa queda pode se tornar mais rápida quando existem quadros de estresse, obesidade, sedentarismo ou doenças metabólicas. Os sintomas mais comuns incluem perda da massa muscular, cansaço excessivo, redução da libido, disfunção erétil, irritabilidade, falta de motivação, entre outros. A testosterona ainda é importante para a saúde óssea, metabólica e cardiovascular. Sobram motivos para os homens ficarem atentos aos hormônios.

As mulheres costumam ter mais desequilíbrio hormonal devido à menstruação. Ciclo menstrual faz parte da natureza feminina, porém, o desequilíbrio pode se tornar patológico quando existem alterações orgânicas como endometriose e síndrome dos ovários policísticos. As mulheres que fazem check-up ginecológico uma vez por ano detectam precocemente essas doenças e se tratam mais facilmente.

Quando têm problemas hormonais, elas apresentam sintomas de irregularidade menstrual e dificuldade para engravidar. Também pode ter queda de cabelo, ganho de peso, fadiga, depressão, ansiedade e redução da libido. Alterações cognitivas, aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares e osteoporose são as complicações mais graves.

De forma geral, os desequilíbrios hormonais mais frequentes são os distúrbios da tireoide, causando hipotireoidismo e hipertiroidismo. Outro caso comum é o de resistência à insulina, que pode provocar diabetes tipo 2. Faça exames da tireoide e diabetes anualmente, para verificar como está sua saúde. Continue lendo e saiba como diagnosticar o desequilíbrio hormonal.

 

Exames específicos revelam a origem do problema

O Cedlab Laboratórios realiza exames de hormônios com o objetivo de mostrar qual substância está em desequilíbrio no organismo. Além dessa série de testes, o médico também analisa sintomas, histórico de saúde e estilo de vida do paciente. Por meio de um simples exame de sangue é possível descobrir o nível dos seguintes hormônios:

  • TSH, T3 e T4 (tireoide)
  • Cortisol
  • Insulina
  • Testosterona
  • Estrogênio
  • Progesterona
  • Hormônio do crescimento.

Em alguns casos especiais, o médico pode solicitar exames de saliva e de urina para verificar o nível hormonal. Em relação à saliva, isso ocorre quando ele precisa saber qual fração do hormônio está livre e biodisponível, que na prática, é a que está ativa nos tecidos e em contato direto com as células.

Esse teste traz informações mais precisas sobre a atividade hormonal, pois o de sangue mede o hormônio total, ou seja, ligado a proteínas carreadoras e inativos. O exame de saliva é muito útil para verificar o nível de cortisol, avaliar o ciclo circadiano e monitorar terapias de reposição hormonal.

Já o exame de urina tem o objetivo de analisar as coletas feitas no período de 24h. A diferença está no fato de disponibilizar uma visão da produção hormonal durante um dia inteiro. Esse teste é indicado para avaliar o metabolismo hormonal ou servir de complemento (ao de sangue) na medição de hormônios específicos, como antidiurético (ADH) ou o paratormônio.

Desequilíbrio hormonal pode ser algo mais frequente do que você imagina e por intermédio de exames é possível identificar a origem desse problema. Quando o paciente descobre ter carência ou excesso de certo hormônio, ou, ainda, falha na regulação hormonal, consegue iniciar tratamento o mais rápido possível e prevenir várias doenças.

 

Prevenção, tratamento e acompanhamento são essenciais

A melhor forma de manter a saúde, obviamente, é se prevenindo de doenças. O primeiro passo nesse sentido consiste em ter dieta saudável, praticar exercícios, dormir bem e, se possível aprender técnicas de relaxamento ou meditação. Essas ações ajudam não apenas a manter o equilíbrio da produção hormonal, mas também o metabolismo dele.

Uma vez que você não se preveniu, é preciso realizar exames para ver se há desequilíbrio hormonal e obter o diagnóstico precoce. Tal problema não surge de forma isolada, ao contrário, está associado a outras disfunções. Então, é necessário tratar esse desequilíbrio e ao mesmo tempo a causa dele. De forma geral, os principais tratamentos envolvem reposição ou bloqueio hormonal, além de mudanças na alimentação e no estilo de vida.

Mesmo após a cura ou controle do quadro clínico, o paciente precisa de acompanhamento médico por alguns meses. O objetivo é se ter certeza que o desequilíbrio não voltou ou detectá-lo novamente logo nos estágios iniciais. Você sabe como está o nível dos seus hormônios? Faça um exame e descubra o que pode estar ocorrendo no organismo e você nem nota porque não há sintomas.

Caso você já tenha feito tratamento hormonal, entre nas nossas redes sociais e compartilhe sua experiência. Existem pessoas que nesse momento podem estar sentido os mesmos sintomas que você teve no passado e não sabem de que se trata.

Agende agora o seu exame ou tire as suas dúvidas.