
Uma das formas de descobrir por que o cérebro está falhando, é verificar como estão os seus marcadores laboratoriais.
Trata-se de uma série de exames que trazem informações sobre substâncias que podem afetar os neurônios e suas conexões.
Ainda mais importante do que eliminar a causa dos sintomas, é fazer exames preventivos para detectar desequilíbrios e evitar que eles surjam.
Veja quais são os principais marcadores laboratoriais capazes de fornecerem informações importantes que afetam o cérebro.
Marcadores laboratoriais são uma ferramenta para detectar doenças neurodegenerativas com a maior antecedência possível. O diagnóstico precoce é bastante importante porque revela a presença da doença antes mesmo de surgirem os primeiros sintomas. Danos neurológicos se desenvolvem lentamente e de maneira progressiva, começando pela perda de neurônios, das funções cognitivas, motoras ou de alterações de comportamento.
Infelizmente, quando esses sinais se tornam evidentes, os problemas neurológicos já estão em estágio avançado e exigem tratamentos mais complexos. No entanto, por meio de marcadores laboratoriais é possível descobrir o que está acontecendo no cérebro, adotar medidas preventivas e fazer monitoramento contínuo. Exames de laboratório detectam alterações no metabolismo e hormonais, inflamações e deficiências nutricionais associadas à degeneração das funções cerebrais.
É importante reforçar que esses exames não substituem os de imagem (os principais) nem a avaliação clínica do neurologista. Marcadores laboratoriais têm função preventiva e de monitoramento, principalmente em relação às pessoas com histórico familiar desse tipo de doença. Enfermidades neurodegenerativas estão associadas a problemas no sistema nervoso e afetam várias funções, como por exemplo, memória, linguagem e raciocínio são as principais.
Apesar de normalmente os primeiros sintomas demorarem anos ou décadas para surgirem, o organismo apresenta sinais bioquímicos de alterações celulares, inflamações e desequilíbrios metabólicos. Quando o médico intervém nesse estágio, ainda é possível reverter o processo de adoecimento ou retardar ao máximo sua evolução. Logo a seguir, veja quais são os principais marcadores laboratoriais que você precisa verificar anualmente para confirmar que está tudo em ordem com o funcionamento cerebral.
A maioria das pessoas conhece somente um tipo de inflamação, a aguda, ou seja, aquela que surge a partir de infecções ou traumas. Porém, a inflamação crônica é de baixo grau, persistente e silenciosa. Tem potencial para causar vários males ao organismo, principalmente em relação aos neurônios. Os exames que detectam inflamação crônica são os seguintes:
Tais marcadores são simplesmente indesejáveis. Quando aparecem com valores elevados ou de forma persistente, mesmo que não tão altos, isso pode significar que o envelhecimento cerebral está ocorrendo de forma acelerada. Quer uma comparação simplificada?
É mais ou menos como o envelhecimento rápido da pele de fumantes. Obviamente o que ocorre no cérebro é muito pior, pois leva à perda cognitiva geral e a consequentes doenças neurológicas.
Trata-se de um aminoácido produzido no metabolismo das proteínas. Ele se torna tóxico para neurônios e vasos sanguíneos apenas quando permanece em níveis elevados. Essa substância está fortemente associada aos principais sintomas de doenças neurológicas. Além disso, também tem ligação com a vitaminas do complexo B e a B12. Portanto, carência dessas vitaminas podem resultar no acúmulo de homocisteína.
Um simples exame de sangue fornece dados sobre a saúde vascular cerebral, verifica se há risco de lesões neuronais e ainda detecta deficiências nutricionais ocultas. Quando o paciente elimina os desequilíbrios associados a esse marcador laboratorial seu cérebro fica mais protegido. Se já há queda de desempenho, as funções cognitivas podem voltar ao normal. Se ainda não existem sintomas, eles tendem a nem aparecer devido à prevenção.
Além das vitaminas citadas acima, existem outras que afetam o desempenho cerebral. É preciso manter a atenção nesse aspecto, especialmente em relação aos idosos, pois é comum essa faixa etária apresentar deficiências nutricionais. Tal carência também pode estar associada a dietas restritivas que eles precisam manter ou a problemas que o intestino tem para absorver vitaminas e minerais. Os testes ligados a esse tipo de problema são da lista abaixo:
Não é à toa que os pais se esforçam para manter seus filhos bem nutridos. O problema é que muitos adultos não apenas deixam de se preocupar com essa questão em relação a própria saúde, mas também se alimentam de ultraprocessados com frequência.
Quando começam a ter problemas com a memória, não é apenas porque estão ficando velhos, como normalmente afirmam. Os problemas cerebrais têm várias causas.
Açúcar é fonte de energia para as células e o cérebro também precisa dele para funcionar normalmente. Quando uma pessoa tem alterações metabólicas em relação à produção de glicose, isso certamente afeta a função cognitiva. Os problemas decorrentes da resistência à insulina não se restringem aos músculos e ao fígado. Saiba que existe até um termo usado de maneira informal para se referir às falhas cerebrais: Diabetes cerebral.
Diabetes é uma doença silenciosa que afeta várias partes do corpo. Quando os sintomas aparecem, há grande possibilidade de ela estar em nível avançado, talvez até já ultrapassado o estágio de pré-diabetes. Então, se você anda esquecida, veja como está sua resistência à insulina.
O termo oxidativo é mais conhecido por se tratar de um processo associado à formação de ferrugem. No entanto, ele também é utilizado na área de saúde e o estresse oxidativo ocorre quando o organismo está com excesso de radicais livres ou falha no mecanismo antioxidante. Isso afeta diretamente os neurônios, que são bastante sensíveis a esse processo. Os exames abaixo também servem de referência para verificar como anda o funcionamento do cérebro.
Uma das ações mais eficientes para manter não apenas o funcionamento do cérebro em condições normais, mas também o organismo inteiro, é reduzir ao máximo o estresse oxidativo. Mesmo pouco solicitado, esse exame é muito útil.
Falta ou excesso de peso são os problemas mais conhecidos em relação aos desequilíbrios hormonais. Porém, quando essa substância está fora dos níveis saudáveis, ela muito provavelmente afeta o funcionamento do cérebro. Ao realizar os exames abaixo, é possível descobrir se os sintomas, por exemplo, de esquecimento, são causados por problemas metabólicos, emocionais ou degenerativos.
Se já deixou de ser novidade que o intestino é considerado o segundo cérebro, verificar como está a condição da microbiota intestinal faz todo sentido ao pesquisar as origens dos problemas cerebrais. Você sabia que o intestino também possui neurônios?
Quando a microbiota está desequilibrada, isso favorece o surgimento de inflamação sistêmica, a produção de substâncias neurotóxicas e alterações cognitivas. Até o humor fica instável nesse contexto. Além do exame específico de microbiota intestinal, há outros relacionados a esse elo do intestino com o cérebro.
Os médicos já descobriram que não apenas o bom funcionamento do intestino, mas também a qualidade de sua microbiota são essenciais para a conservação da saúde. Essa conclusão é verdadeira inclusive em relação ao funcionamento cerebral.
É importante ressaltar que esses marcadores laboratoriais não têm a função de cravar diagnósticos de doenças degenerativas cerebrais. Na verdade, eles formam um conjunto de exames que ajudam o médico a descobrir o que está acontecendo no organismo do paciente a ponto de afetar o cérebro. Quando surgem desequilíbrios, é necessário descobrir suas causas, eliminá-los e agir de acordo com as orientações médicas para conservar a saúde.
E você, consegue lembrar o que almoçou ontem? Esquecer algumas coisas de vez em quando é comum. Entretanto, quando a memória continua falhando, é importante verificar porque isso está acontecendo. Claro que pode ser apenas reflexo da correria do dia a dia e das milhares de informações que estão na cabeça.
Não se esqueça de entrar nas nossas redes sociais e dizer como anda sua memória. Caso ela não esteja como você gostaria ou está habituada, converse com seu médico sobre esses sintomas e peça para ele solicitar os marcadores laboratoriais que ajudam a verificar por que seu cérebro está piorando o desempenho.