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Exames HOMA-IR e HOMA-BETA: o que eles revelam sobre insulina

Mulher verificando nível de glicose no sangue e o exame HOMA também é importante para o diabético.

Além dos testes tradicionais, os exames HOMA-IR e HOMA-BETA revelam informações importantes sobre o metabolismo da insulina.

Eles não substituem os exames mais conhecidos nem fazem parte do check-up que o médico pede com frequência aos pacientes.

O objetivo deles é aprofundar a pesquisa associada à insulina e verificar as consequências desse resultado para a saúde.

Se você também nunca ouviu falar desses exames, descubra o que eles significam e como podem ajudá-la a se manter saudável.

 

Checagem é crucial para prevenir diabetes com muita antecedência

Os exames HOMA-IR e HOMA-BETA ainda são pouco conhecidos pelas pessoas, porém, identificam com maior profundidade como está ocorrendo a ação da insulina no organismo. Não se trata de apenas medir o nível de glicose, pois esses testes vão além. Eles foram criados a partir de um modelo matemático que calcula o resultado de dois testes tradicionais: glicemia de jejum e insulina de jejum. Descubra o significado desses exames, para que servem e porque você deve incluí-los no seu check-up.

O nome desses exames são, na verdade, a sigla do modelo matemático Homeostatic Model Assessment (Avaliação do Modelo de Homeostase). A função dele é calcular os resultados desses exames (IR e BETA), com o objetivo de detalhar aspectos importantes do metabolismo. Veja abaixo a diferença entre ambos:

  • HOMA-IR: avalia a resistência à insulina
  • HOMA-BETA: analisa a eficiência das células beta do pâncreas, pois elas produzem insulina.

Sendo assim, esses testes oferecem um panorama mais completo a respeito do equilíbrio glicêmico e suas variações. O primeiro é capaz de detectar inclusive alterações antes de a glicemia subir, funcionando como alerta precoce de risco à saúde. O segundo exame revela se as células beta estão funcionando normalmente ou apresentam falhas. Saber disso é essencial porque o paciente descobre se suas células estão perdendo lentamente a capacidade de produzir insulina.

Se sozinhos ambos fornecem dados importantes, analisá-los em conjunto proporciona riqueza diagnóstica ainda maior. Veja a partir de agora não apenas as informações que cada um revela isoladamente, mas também a combinação de ambos os resultados e o que eles significam.

 

HOMA-IR

Ao identificar precocemente a resistência à inulina, ou seja, perda da capacidade que as células têm de produzir tal hormônio, esse exame detecta que o organismo precisa se esforçar mais para ter insulina na quantidade adequada a fim de manter a glicose sob controle. A sobrecarga do pâncreas nessa função pode levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2. Entre os principais problemas de saúde que o HOMA-IR indica estão os seguintes:

  • Resistência à insulina em estágio inicial
  • Maior risco de desenvolver diabetes tipo 2
  • Associação com sobrepeso ou obesidade
  • Relação com síndrome metabólica.

Enquanto esse exame detecta resistência à insulina e trabalho extra do pâncreas, realizado para suprir carência de insulina, o próximo teste analisa detalhadamente o órgão.

 

HOMA- BETA

Alta resistência à insulina pode resultar em maior esforço do pâncreas e no longo prazo isso afeta a capacidade do órgão para produzir esse hormônio. Para entender melhor, pense na livre comparação com o que ocorre em uma empresa.

Em determinada fábrica existe crescente demanda para produzir mais artigos. Dessa forma, o dono acelera a velocidade de produção, oferece hora extra e assim consegue atingir seu objetivo. Tal solução dá certo no curto prazo, mas depois as máquinas começam a falhar devido ao desgaste excessivo e há esgotamento de funcionários. A consequência mais direta desse esforço extra é a queda da produção.

Acontece processo semelhante com o pâncreas, que aos poucos vai perdendo capacidade de produzir insulina suficiente para manter o organismo saudável. Saiba o que o HOMA-BETA verifica em relação ao funcionamento do pâncreas e o que esse exame pode indicar:

  • Produção normal de insulina
  • Produção superior à esperada e isso representa resistência à insulina
  • Queda na produção, sinal de que o pâncreas está começando a falhar.

O teste é ideal para aprofundar pesquisas sobre causas de pré-diabetes, resistência à insulina ou alterações metabólicas nos estágios iniciais. Continue lendo e descubra como ocorre a análise conjunta dos resultados de ambos os testes.

 

COMBINAÇÃO DE RESULTADOS

Os valores de referência dos exames HOMA não possuem faixas de limite tão claras como as do diabetes e demais testes tradicionais. Além disso, há variação de acordo com o laboratório, tipo de cálculo utilizado e perfil do paciente. Mesmo assim é possível resumir o que a combinação de resultados está apresentando. Acompanhe abaixo:

  • HOMA-IR alto + HOMA-BETA alto: Já existe resistência à insulina, porém, o pâncreas ainda produz mais hormônio para compensar
  • HOMA-IR alto + HOMA-BETA baixo: Além dessa resistência, o pâncreas também começa a falhar ao produzir insulina o suficiente
  • HOMA-IR normal + HOMA-BETA baixo: Aponta a necessidade de pesquisar outros tipos de alteração e o risco desenvolver diabetes.

Normalmente, esses exames não fazem parte de check-ups de rotina nem quando o objetivo é descobrir se a pessoa tem risco de desenvolver diabetes. O médico os solicita apenas para aprofundar a pesquisa sobre o funcionamento do organismo do paciente em relação à insulina. Preste atenção no seguinte.

É comum pacientes apresentarem níveis normais de glicemia, no entanto, já possuem resistência à insulina e nem desconfiam disso. Os testes acima são excelentes para verificar a produção de insulina e avaliar a possibilidade de diabetes, antes até de algum desequilíbrio glicêmico. Quer uma dica estratégica?

Peça ao seu médico que inclua o HOMA-IR em seu check-up, pois, dessa forma, é possível detectar alterações no funcionamento do pâncreas com potencial para causar diabetes. Trata-se de uma atitude ainda mais preventiva que cria condições de voltar ao equilíbrio sem nem ter notado sinais de algo errado.

 

Diagnóstico é definitivo?

Não. Inclusive porque esses exames não substituem os tradicionais para detectar risco de diabetes: glicemia de jejum e hemoglobina glicada. Cada teste tem o objetivo de analisar um ponto específico em reação ao metabolismo da glicose. O HOMA é complementar aos demais e revela aspectos exclusivos do funcionamento do organismo.

Se a pessoa apresenta glicemia normal, mas já tem resistência à insulina, ficará sabendo disso e tomará providências no intuito de não desenvolver diabetes tipo 2. Veja as principais características de pacientes que precisam fazer esse exame porque fazem parte do grupo de risco.

  • Sobrepeso ou obesidade
  • Histórico familiar de diabetes
  • Alterações nos exames de glicose
  • Diagnóstico de síndrome metabólica
  • Diagnóstico de síndrome de ovários policísticos.

A tecnologia está avançando rápido em vários segmentos e na medicina diagnóstica tal realidade se confirma facilmente. Esses exames são uma prova disso. Com o passar do tempo, não apenas a avaliação da saúde, mas também o tratamento serão cada vez mais personalizados.

Você sabe como está sua insulina e o funcionamento do pâncreas? Mesmo que o primeiro item não apresente nada anormal, é interessante verificar se existe algo oculto em relação à produção desse hormônio.

Descobrir que há tal deficiência é como encontrar, antes de surgir a primeira faísca, um fio descascado que pode gerar curto-circuito. Sendo assim, aproveite a oportunidade. Após pegar uma guia de exames, agende sua coleta no Cedlab e fique tranquila em relação à sua saúde.

Agende agora o seu exame ou tire as suas dúvidas.