
Realizar exames laboratoriais permite descobrir se sua saúde está deteriorando sem que você perceba.
A fadiga não é considerada uma doença, porém quando essa sensação se torna frequente, pode ser um alerta.
Isso porque há vários motivos orgânicos para você sentir cansaço, falta de energia e de disposição.
Saiba o que pode estar acontecendo com seu organismo e por que esses desequilíbrios causam fadiga.
Exames laboratoriais também são muito úteis para detectar causas de fadiga e sensação de energia baixa que surgem com frequência. Esses sintomas podem ocorrer devido à deficiência nutricional, alteração hormonal ou desequilíbrios metabólicos. Se você sente que está sempre cansada, talvez não seja apenas por causa da correria do dia a dia. Continue lendo e saiba quais exames revelam o que está acontecendo com seu organismo.
É verdade que pressão na vida pessoal e profissional, insegurança financeira, estímulo digital em excesso e má alimentação formam o combo perfeito para sugar energia. Quando o estresse emocional deixa de ser passageiro para se tornar crônico, ele provoca várias alterações no funcionamento do corpo. Inicialmente tais mudanças são imperceptíveis, porém, certamente afetam a saúde no longo prazo. Entenda o impacto desse contexto, faça exames para ver sua condição clínica e previna-se.
O estresse para de ser benéfico quando deixa de surgir somente em situações de perigo real com o objetivo de tirar você de enrascadas. Ao se tornar crônico, ou seja, permanecer ativo por semanas, meses, anos, esse sistema de alerta libera continuamente doses enormes de cortisol e adrenalina. Daí surge uma condição clínica de crescente desequilíbrio hormonal e metabólico. As consequências mais diretas são: inflamação persistente, alteração do nível de glicemia, ganho de peso abdominal, distúrbios do sono e fadiga.
Complicações como essas desencadeiam no decorrer do tempo tanto queda da imunidade quanto aumento do risco de doenças cardiovasculares. Diabetes tipo 2, ansiedade e depressão são doenças que também encontram portas abertas para se desenvolverem silenciosamente. Exatamente porque elas não apresentam sintomas nos primeiros anos é que exames laboratoriais são ainda mais cruciais para detectá-las em seus estágios iniciais. A seguir, veja uma relação de exames para descobrir as causas da fadiga persistente.
Para saber como está o funcionamento do organismo é interessante realizar um check-up metabólico. Essa bateria de exames representa testes que avaliam fatores associados à inflamação, nível de glicemia e energético, equilíbrio hormonal e, obviamente, metabolismo de forma geral. Se onde há fumaça, há fogo, resultados de exames representam uma maneira de encontrar a fumaça antes de sentir calor ou cheiro de queimado. Portanto, assim é possível iniciar um tratamento antes que os desequilíbrios se transformem em doença.
Assim como veneno de cobra, cujo antídoto é produzido a partir de uma dose ínfima dessa mesma peçonha, a adrenalina e o cortisol só fazem bem ao organismo quando estão na quantidade necessária a seus objetivos. Saiba que cada um desses hormônios tem ação específica no organismo.
Enquanto a adrenalina é responsável pelo impulso imediato como resposta à percepção de ameaça, levando a pessoa a fugir ou lutar, o cortisol age diferente. Esta substância é liberada após a adrenalina, quando ainda existe risco e o corpo precisa se manter alerta por um tempo, até se sentir seguro.
Quando ambos os hormônios permanecem com valores altos no longo prazo, esse excesso causa insônia, ansiedade e dificuldade de concentração. Esses sintomas normalmente interferem no ânimo das pessoas. Já os baixos níveis de adrenalina e cortisol causam de forma mais direta exaustão, fadiga e baixa disposição.
Existe um tipo de inflamação que não apresenta sintomas óbvios como dor intensa ou febre alta, porém, ela também é perigosa. Trata-se de uma inflamação crônica, pois está faz tempo no organismo, mas nesse caso o paciente não percebe nada. No entanto, seu sistema imunológico fica constantemente ativado, fato que, entre outras consequências, consome bastante energia do corpo e gera exaustão.
Inflamação crônica danifica as mitocôndrias. Essas estruturas funcionam como usinas fornecendo energia para as células e quando há disfunção mitocondrial é como se uma hidrelétrica apresentasse defeito. Já o corpo, sem energia, fica cansado. Inflamação persistente também piora a qualidade do sono, e o descanso durante esse período deixa de ser reparador.
Fadiga crônica e cansaço persistente também são sintomas comuns que surgem quando há disfunção da tireoide. Tanto o diagnóstico de hipotireoidismo (hormônio insuficiente) como o de hipertiroidismo (hormônio em excesso) provocam ambas as sensações na paciente.
Nem sempre exames generalistas detectam esse tipo de problema, por isso o check-up hormonal é mais indicado para essa situação. Entre esses testes estão a dosagem de TSH, T4 livre e T3 livre, além de anticorpos tireoidianos. Ganho ou perda excessiva de peso, queda de cabelo e alterações intestinais sem motivo aparente são outros sintomas quando há disfunção dessa glândula.
Você precisa ficar esparramada no sofá e sente tanto desgaste que não quer se levantar nem para beber água? Isso é preocupante, assuma. Um dos motivos dessa falta de energia e ânimo pode ser carência de nutrientes essenciais à boa saúde. Vitaminas do complexo B, Vitamina D, magnésio e zinco são exemplos do que não pode faltar no seu organismo.
Caso isso aconteça, os efeitos do estresse se tornam ainda mais intensos, aumentando o cansaço, a irritação, e minando a imunidade. Nunca consuma suplementos alimentares sem recomendação médica. São os exames que indicam não apenas do que seu organismo precisa, mas também a quantidade certa para voltar ao equilíbrio.
Você normalmente tem disposição para fazer o que é necessário porque suas células utilizam glicose (açúcar) para produzir energia. Entretanto, o que permite a ida da glicose que está na corrente sanguínea para dentro da célula é a insulina. Esse hormônio funciona como uma chave que abre a porta celular.
Além disso, a tarefa da insulina é manter a quantidade de açúcar no sangue em níveis saudáveis. Existe relação direta desse hormônio com a fadiga, pois o aumento da resistência à insulina impede que a glicose entre nas células de forma eficiente.
É como ter água vindo da torneira, mas em menor volume porque a Sabesp reduziu a pressão das bombas. Quer outra analogia? É semelhante ter conexão à internet, mas com sinal fraco. Na prática, tudo isso significa que em cada contexto existe glicose, água ou sinal de internet, mas nada disso chega como deveria a seus destinos. Faça exames de diabetes para verificar sua resistência à insulina, pois essa pode ser uma das causas de sua fadiga.
A maioria das pessoas enxerga a necessidade de realizar exames como uma maneira de descobrir o que está ocorrendo de errado com o corpo. Trata-se de um ponto de vista reativo, ou seja, tem como base uma reação aos sintomas que estão incomodando. O que você acha de ampliar sua visão?
Tenha uma perspectiva mais panorâmica, com objetivo preventivo e de maior controle sobre a própria saúde. Se a sabedoria popular afirma que é melhor prevenir do que remediar, que sentido faz esperar ficar doente e ir à farmácia?
Como anda não apenas sua saúde, mas também seu nível de energia? Está sentindo cansaço, fadiga e falta de ânimo para fazer até o que gosta? Como você viu até agora, há várias causas para essa sensação.
Vá até nossas redes sociais e compartilhe esse sentimento. Falar sobre isso (ou escrever) ajudará você a se sentir melhor, e quem já passou por algo semelhante poderá até dar algumas dicas sobre como sair dessa situação. Mesmo assim, confirme as informações com um médico