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Varíola dos macacos já é tratada com sucesso

A varíola dos macacos tem chamado a atenção, mesmo assim, está sob controle.

A comunidade científica conhece essa doença há mais de meio século e sabe como tratá-la.

Tal enfermidade não tem a mesma velocidade de contaminação, nem o índice de mortalidade da Covid-19.

Veja como a varíola dos macacos é disseminada, os principais sintomas e a forma de tratamento.

Doença impressiona, mas não é tão grave quanto aparenta

A varíola do macaco é rara, mais leve que a tradicional e menos transmissível que a Covid-19. Essa doença é muito comum na África, mas está se espalhando por países sem histórico de contaminação. Ela é causada pelo vírus monkeypox e trata-se de uma zoonose viral. O ocorre por meio do contato físico ou muito próximo com o doente e tem sintomas iniciais parecidos com os da gripe.

Entre esses indícios estão: febre superior a 38,5ºC, fadiga, dor de cabeça ou muscular. Caso eles tenham surgido por causa da varíola do macaco, em até cinco dias começam a aparecer máculas (manchas vermelhas) na pele, que coçam bastante. É um sinal claro de que a pessoa está no primeiro estágio da doença e deve fazer o exame. As outras quatro fases são as seguintes:

  • Pápula
  • Vesículas
  • Pústulas
  • Crostas.

 

Na última etapa da doença, a lesão pode ou não ter casca e essa área ainda causa contaminação. O paciente só deixa de ser contagioso quando o processo de cicatrização está completo, ou seja, a casca caiu ou a pele nova cobriu a ferida. Tais marcas começam a aparecer no rosto e depois se espalham pelo corpo.

O aspecto das marcas na pele impressiona quem vê as fotos de pacientes contaminados. Mesmo assim, a varíola do macaco é menos grave que a tradicional. Médicos informam que o contato com a saliva ou as gotículas de mucosas vindas da tosse ou do espirro de quem está doente, também transmite a enfermidade. Usar a máscara ajuda a evitar esse mal.

O Brasil registrou até agora (22 de junho), 11 casos da doença e mantém outros pacientes em análise. O mundo ultrapassou a marca de 2 mil contaminados e isso caracteriza um surto, porém, especialistas têm descartado que o quadro evolua para uma pandemia.

Varíola dos macacos é conhecida e tratada em semanas

Os médicos estão tentando descobrir por que essa doença está se espalhando por vários países sem histórico de contaminação. Inicialmente, as primeiras pessoas infectadas voltaram de viagens feitas para locais com crescente número de pacientes. Outro grupo a contraiu de quem ainda estava assintomático.

Um motivo para evitar alarde, em comparação ao coronavírus, está no fato de que os cientistas já conhecem o vírus dessa varíola há meio século. Existem dados sobre surtos anteriores e protocolos de atendimento. Não há medicamento específico para combater a doença porque geralmente ela vai embora sozinha após alguns dias.

Caso necessário, alguns remédios para outras finalidades podem ser receitados porque apresentaram bons resultados no combate à varíola do macaco. Apesar disso, ninguém deve baixar a guarda, pois qualquer vírus sofre mutação e é impossível saber com antecedência como será o comportamento da nova cepa.

É importante lembrar que a vacina original contra varíola tradicional parou de ser fabricada quando essa doença foi erradicada, na década de 1980. Ela evitava ambas as enfermidades. Uma das saídas têm sido os novos imunizantes criados para prevenção e, também, ficar ciente sobre como esse vírus se transforma.

Como se trata de uma doença nova no Brasil, nenhum laboratório do país tem o teste para realizar o diagnóstico. Essa é uma realidade extremamente recente e os órgãos competentes ainda não liberaram a autorização para criação desses exames.

Dessa forma, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que é ligada ao Ministério da Saúde, é a única instituição que produziu o controle positivo para chegar ao diagnóstico da varíola do macaco. Tal exame é feito apenas em quatro laboratórios escolhidos pela Fiocruz, porém, só na forma de pesquisa científica. Ainda não há exames comerciais disponíveis no Brasil.

Fique alerta, com ou sem vacina, adotar um comportamento preventivo continua sendo o melhor dos caminhos a seguir para preservar a saúde.

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